Pesquisa sobre Consumo consciente no Brasil

 

O Instituto Akatu publicou o resultado de sua pesquisa sobre consumo consciente, que está na quinta edição, e os resultados não surpreendem muito, além de darem força para o debate sobre a necessidade de se repensar estas duas pernas – produção e consumo – em tempos tão preocupantes, distantes daquela “febre de emoção positiva” que se instalou no pós-guerra. A pesquisa aponta que 76% dos 1.090 entrevistados – homens e mulheres como mais de 16 anos – não praticam o consumo consciente.

Sessenta e oito por cento dos entrevistados dizem já ter ouvido falar em sustentabilidade, enquanto 61% não sabem o que é um produto sustentável. O repertório das pessoas que entendem o conceito ainda é voltado para o meio ambiente e 11% disseram não saber o que é sustentabilidade.

Uma das barreiras apontadas pelos entrevistados como impeditivas para a adoção de práticas sustentáveis e o consumo consciente é a necessidade de esforço para se fazer isso. Segundo eles, ser mais sustentável: “Exige muitas mudanças nos hábitos das famílias; nos hábitos dos próprios respondentes; custam mais caro; exigem que se tenha mais informação sobre as questões, sobre os impactos sociais e ambientais que provocam; é mais trabalhoso. E é mais difícil encontrar para comprar os produtos sustentáveis”, ai “o melhor é optar pelo mais fácil”

campanha de consumo consciente

 

Um dos principais resultados da Pesquisa Akatu 2018 foi o crescimento do segmento de consumidores “iniciantes”, que correspondia a 32% em 2012 e neste ano está em 38% – o que mostra que o momento é de recrutamento de consumidores indiferentes para que se tornem iniciantes em sua consciência no consumo”, diz o texto da pesquisa, que pode ser encontrada neste link.

Para concluir, o estudo diz que o consumidor brasileiro tem vontade, mas ainda não chegou a botar a vontade em prática para levar uma vida mais sustentável olhando para o consumo consciente. Para isso, ele conta também com empresas, mas 56% das pessoas esperam que as corporações façam mais do que o previsto nas leis e que olhem mais para a sociedade.

 

Fonte: Amélia Ganzales G1

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